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QUINTA-FEIRA, 03 DE SETEMBRO DE 2026
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Sindae debate Nota Técnica desprezada pelo CONSAD e que apontou falhas no “Moderniza”

Sindae promoveu mais um Papo Coletivo, desta vez com convidados importantes para tratar do programa de reorganização da Embasa

Sindae debate Nota Técnica desprezada pelo CONSAD e que apontou falhas no “Moderniza”
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Em live realizada na tarde desta quarta-feira (11/02), o Sindae promoveu mais um Papo Coletivo, desta vez com convidados importantes para tratar do programa de reorganização da Embasa, o chamado “Moderniza”, bem como de suas implicações para o futuro da empresa.

Tendo como parâmetro experiências ocorridas na Sabesp e na Copasa, ficou claro que a proposta que está sendo implementada segue uma cartilha da “Faria Lima” e representa um alerta para o futuro da empresa pública, embora tanto a gestão da empresa quanto o governo neguem qualquer intenção de privatização.

Para a conversa, foram convidados Amauri Pollachi e Lucas Tonaco, que relataram o fracasso de mudanças organizacionais com o objetivo de atender às expectativas do mercado em detrimento da população. Além deles, o programa contou com a participação de César Ramos, que, junto a Abelardo Oliveira, vem realizando um excelente trabalho de assessoramento ao sindicato. Ambos são autores da Nota Técnica, elaborada a pedido da direção do Sindae, que trouxe contribuições importantes para a proposta de mudança organizacional da Embasa, mas que foi rejeitada pelo Conselho de Administração da empresa (CONSAD).

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A Nota, com 10 páginas, faz uma avaliação crítica do “Moderniza” e também apresenta observações positivas, destacando o esforço de atualização metodológica, com a adoção de instrumentos modernos de planejamento; a tentativa de organizar processos sob uma lógica mais clara de cadeia de valor; e a preocupação em alinhar a estrutura organizacional a desafios emergentes, como a transformação digital, a modernização das modelagens contratuais e o incremento da capacidade de entrega. Esses elementos demonstram intenção legítima de aprimorar a governança corporativa e atualizar práticas internas, o que é positivo e converge com tendências observadas em estatais mais maduras.

Apesar desses méritos, o “Moderniza” também apresenta fragilidades que comprometem seus resultados. O planejamento estratégico, a cadeia de valor e a estrutura organizacional não se conectam de maneira fluida, e as etapas do projeto parecem ter evoluído de forma relativamente dissociada.

Entre os problemas apontados, a proposta de extinguir as duas diretorias regionais e concentrar a execução territorial sob uma Diretoria Operacional finalística cria um descompasso entre o escopo multissetorial das unidades regionais e a amplitude temática restrita da diretoria à qual seriam vinculadas. Essa assimetria amplia excessivamente a amplitude de controle e compromete a capacidade de coordenação territorial, questão relevante diante dos desafios da universalização e da necessidade de articulação com microrregiões e municípios.

Veja a live completa no YouTube do Sindae Bahia. LINK AQUI 

FONTE/CRÉDITOS: Sindae Bahia
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