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Domingo, 18 de Janeiro de 2026

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Primeiro dia da greve petroleira tem grande adesão na Bahia

Os petroleiros exigem o atendimento dos três eixos da campanha reivindicatória

Primeiro dia da greve petroleira tem grande adesão na Bahia
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A categoria petroleira está em greve nacional desde a zero hora desta segunda-feira (15), devido à postura intransigente da Petrobrás e suas subsidiárias na mesa de negociação sobre o ACT 2025/2026. Na Bahia, houve forte adesão ao movimento paredista, com paralisações nos campos de produção terrestre de petróleo: Taquipe, Bálsamo, Santiago, Araçás e Buracica. No Torre Pituba, sede administrativa da Petrobrás no estado, houve ato político e atraso das atividades.

Para a coordenadora geral do Sindipetro Bahia, Elizabete Sacramento, a forte adesão ao movimento na Bahia, e em todos os cantos do país, evidenciam que o sentimento de indignação está presente na categoria petroleira. “A Petrobrás tem gerado lucros volumosos e distribuído dividendos como poucas empresas no mundo. Mas essa riqueza, que foi construída pelos trabalhadores e pelas trabalhadoras, não tem chegado aos nossos bolsos. O momento de negociação do ACT é uma oportunidade para que essa injustiça seja remediada, mas a empresa não tem sinalizado neste sentido. É greve até que a Petrobrás respeite aqueles e aquelas que realmente trabalham pelo desenvolvimento do país”.

No Torre Pituba, o diretor de Comunicação do Sindipetro-BA e vice-presidente da CUT-BA, Luciomar Machado, também lamentou a postura da empresa e detalhou o processo de negociação até o momento. “Infelizmente, a negociação foi muito demorada neste ano. A Petrobrás esperou até o último dia de nossas assembleias para apresentar uma proposta muito aquém da nossa pauta, com nada de novo. Exceto um reajuste que apenas repõe a inflação. É importante que a luta continue, que nós tenhamos consciência da importância dessa mobilização, termos maior poder de negociação e consigamos resolver o mais rápido possível”, afirmou.

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O deputado estadual Radiovaldo Costa (PT), que esteve em Taquipe e em outras bases de E&P, defendeu a legitimidade da greve, mesmo durante um governo federal progressista. “Mesmo em um governo que é nosso, um governo que ajudamos a eleger e que tem feito ações importantes, como a isenção do Imposto de Renda e a redução da jornada de trabalho, não significa que a gente não tem que lutar, que a gente não tem que fazer greve, que a gente não tenha que cobrar melhorias e ações em prol da classe trabalhadora”, argumentou. “A greve se soma à luta pelos empregos, à luta pelos investimentos e à luta pela permanência da Petrobrás aqui na Bahia”, finalizou o parlamentar.

Greve começa forte na madrugada, com paralisação de plataformas marítimas

[Com informações da FUP]

Nas primeiras horas do movimento paredista, ainda na madrugada, petroleiros e petroleiras entregaram a operação das plataformas do Espírito Santo e do Norte Fluminense às equipes de contingência da empresa, bem como do Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas, onde 100% da operação aderiu ao movimento.

Pela manhã, trabalhadores de seis refinarias das bases da FUP também aderiram à greve nacional e não realizaram o revezamento de turno, às 07 horas. Até o momento, estão sem troca nos grupos de turno as refinarias Regap (Betim/MG), Reduc (Duque de Caxias/RJ), Replan (Paulínia/SP), Recap (Mauá/SP), Revap (São José dos Campos/SP) e Repar (Araucária/PR).

Em Duque de Caxias, a gestão da Petrobrás tornou a desrespeitar a categoria, convocando a Polícia Militar para tentar coibir o direito legítimo de greve. Houve cenas absurdas de violência contra diretores do Sindipetro Caxias, que foram atacados e detidos pelos policiais, de forma truculenta e com utilização de spray de pimenta.

Os petroleiros exigem o atendimento dos três eixos da campanha reivindicatória que foram deliberados pela categoria nas assembleias: distribuição justa da riqueza gerada, fim dos PEDs e reconhecimento da Pauta pelo Brasil Soberano, com suspensão dos desimplantes e das demissões no E&P.

FONTE/CRÉDITOS: Sindipetro Bahia
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