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Quarta-feira, 13 de Maio de 2026

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Greve petroleira de 1983, que completa 42 anos, foi marco do movimento sindical

O Brasil ainda vivia em uma ditadura militar

Greve petroleira de 1983, que completa 42 anos, foi marco do movimento sindical
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O Brasil ainda vivia em uma ditadura militar. Era 1983, governo do general João Batista Figueiredo. Em um cenário de arrocho salarial, o Decreto-lei nº 2.025, que extinguia direitos dos empregados das empresas estatais, foi o estopim. No dia 7 de julho daquele ano, petroleiros e petroleiras cruzaram os braços em uma greve que seria um marco do movimento sindical, plantando a semente que germinou na fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Desafiando a Lei de Segurança Nacional, a categoria parou a produção na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, e na Refinaria do Planalto (REPLAN), no estado de São Paulo. A repressão veio com força total, mas eles não se intimidaram.

Apesar da luta e coragem dos petroleiros e petroleiras, as reivindicações não foram atendidas e houve intervenção do governo ditatorial nos sindicatos, além de demissões – 153 na REPLAN e 205 na RLAM. 
Não bastasse perder seu emprego e seu sustento, os demitidos foram incluídos em uma lista feita pela Petrobrás que os impediu de encontrar outro trabalho nos ramos petroleiro, químico e petroquímico. Nenhuma empresa contratava os grevistas de 1983.

A greve de 1983, porém, foi fundamental para a categoria, que se fortaleceu para vitórias futuras. O movimento também impulsionou a primeira greve geral da ditadura militar, no dia 21 de julho. E no dia 28 de agosto deste mesmo ano, os trabalhadores e as trabalhadoras criavam a CUT, dando início a um novo sindicalismo, mais combativo e focado na organização das bases e na construção da intervenção operária nos locais de trabalho, tendo como um dos seus grandes expoentes, Luiz Inácio Lula da Silva.

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O Sindipetro Bahia reforça a importância de manter viva a memória da Greve Petroleira de 1983, lembrando sempre da luta e do sacrifício destes 205 petroleiros baianos, que foram homenageados em audiência pública na ocasião dos 40 anos do movimento.

FONTE/CRÉDITOS: Imprensa Sindipetro Bahia
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