Um dado alarmante divulgado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, reforça a urgência de políticas públicas voltadas para a educação no Brasil. Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o ministro revelou que quase um terço da população brasileira não concluiu a Educação Básica, que vai da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Segundo Santana, o cenário exige um olhar atento para a qualidade da aprendizagem, a permanência dos estudantes na escola e a promoção da equidade e inclusão. Ele destacou que, somente no Ensino Médio, a evasão chegou a 480 mil estudantes antes da implantação do programa Pé de Meia, em 2024.
— A gente precisa olhar para a qualidade da aprendizagem, para a permanência da criança e do jovem na escola, para a equidade e inclusão, porque nós não podemos deixar ninguém para trás. O Brasil é um país muito desigual, então também é desigual na educação — afirmou o ministro.
Diante desse quadro, a APLB Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia reafirma a necessidade de priorizar a educação como pilar fundamental para o desenvolvimento social e humano.
O coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira, destacou a gravidade do dado apresentado:
— É inaceitável que quase um terço da população brasileira não conclua a Educação Básica. Isso é um reflexo direto da falta de prioridade dos governos com a educação pública ao longo dos anos. Precisamos investir em escolas de qualidade, em professores valorizados e em políticas que garantam a permanência de nossas crianças e jovens na sala de aula. A educação precisa ser prioridade, porque é através dela que construiremos um país mais justo e igualitário.
A APLB reforça que seguirá na luta pela valorização dos trabalhadores em educação e por condições dignas de ensino e aprendizagem, cobrando do poder público medidas concretas para enfrentar a evasão escolar e assegurar o direito à educação para todos e todas.


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