Blog do Trabalhador - Notícia no tempo certo

Segunda-feira, 13 de Abril de 2026

Notícias/Fique Sabendo

FUP cobra isonomia no avanço de nível para trabalhadores do PCAC

Cobra posicionamento da Petrobrás sobre proposta unitária de Plano de Cargos

FUP cobra isonomia no avanço de nível para trabalhadores do PCAC
Fotos: Paulo Neves
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Nesta quarta-feira, 09, durante a segunda reunião da Comissão de Negociação do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários do Sistema Petrobrás, os representantes da FUP cobraram da empresa um posicionamento objetivo sobre os pontos mais sensíveis para os trabalhadores nessa negociação, como, por exemplo, o avanço de nível a cada 12, 18 e 24 meses.

Até o momento, os representantes da empresa não responderam a nenhuma das reivindicações e considerações feitas pelas entidades sindicais, o que tem sido decepcionante para a categoria, dada a elevada expectativa dos trabalhadores e das trabalhadoras sobre o desenrolar da negociação do novo plano. A FUP enfatizou que não aceitará enrolação, ainda mais em meio ao discurso acirrado da gestão da Petrobrás de redução de custos e austeridade.

Como se não bastasse, o anúncio esta semana feito pela empresa sobre os critérios adotados no processo em curso de avanço de nível e promoção deixou a categoria ainda mais indignada. A Petrobrás destinou apenas 12% da verba para o PCAC, o que reforça a discriminação que a gestão faz entre os dois planos.

Publicidade

Leia Também:

A FUP criticou duramente a empresa por manter a mesma lógica do passado, ao continuar discriminando quem ficou no PCAC, o que aumenta ainda mais as desigualdades entre os trabalhadores. As representações sindicais lembraram que aqueles que migraram para o PCR, além de receberem incentivo financeiro, tiveram mais mobilidade e a possibilidade de mudança de ênfase.

A FUP cobrou isonomia do percentual de verba para os dois planos. Na proposta unitária apresentada pelas duas federações, um dos pontos diz respeito justamente à equiparação para garantir a isonomia entre os trabalhadores do PCAC e do PCR e a reparação para quem teve perdas após a imposição de dois planos.

Horizontes de carreiras

A consultoria da Petrobrás fez uma apresentação com foco no horizonte de carreira em cargo permanente, tema da segunda reunião temática da Comissão de Plano de Cargos. A apresentação teve como base metodologias e referências de autores estrangeiros e brasileiro que estudam processos remuneratórios e modelagem de carreiras em empresas e organizações.

A FUP lembrou que pesquisa feita pela entidade com cerca de 1800 trabalhadores do Sistema Petrobrás, entre julho e agosto do ano passado, apontou que 76% dos entrevistados não conseguem enxergar a diferença entre as atribuições de profissionais Junior, Pleno e Sênior, o que reflete a insatisfação dos trabalhadores com a atual modelagem do plano de cargos. Um diagnóstico que também é resultado da mudança de ênfase imposta pelo PCR e da redução drástica dos efetivos próprios.

As representações sindicais reiteraram que é necessário reduzir o máximo possível a subjetividade dos critérios de avaliação para avanço de nível, o que tem gerado discriminação entre homens e mulheres e distorções gritantes em relação à velocidade com que as pessoas percorrem suas carreiras, umas com mais e outras com menos mobilidade, apesar de terem as mesmas atribuições.

A assessoria do Dieese da FUP lembrou que o PCR faz parte de um pacote de modelo de empresa enxuta (resultado das privatizações), focada na individualidade (e não no coletivo), centralizadora (muito controle nas mãos dos gestores) e que não negociava com os trabalhadores.

Se no passado a Petrobrás se orgulhava do seu corpo técnico e fazia questão de ressaltar que o processo de formação de um operador levava 5 anos, após a Operação Lava-Jato, a empresa reduziu drasticamente o tempo dos cursos de formação e passou a exigir um trabalhador cada vez mais obediente e com valores focados na meritocracia.

A FUP enfatizou que se a atual gestão da Petrobrás quiser recuperar o sentimento de pertencimento do seu quadro, precisa voltar a valorizar os trabalhadores e as trabalhadoras. A proposta unitária construída pela FUP e pela FNP tem entre suas principais premissas que as metas e as avaliações sejam construídas de forma coletiva e participativa, ou seja, envolvendo os empregados e não de cima para baixo.

Ao final da reunião, a FUP cobrou o adiantamento do calendário das próximas reuniões, de forma a tornar mais efetivo e objetivo o debate. “O que está posto na negociação do plano de cargos do Sistema Petrobrás é a disputa do orçamento da empresa. Hoje um trabalhador da Petrobrás não tem perspectivas de chegar ao topo da carreira dele. A disparidade entre o PCAC e o PCR aprofunda ainda mais essa situação”, afirma Tezeu Bezerra, reforçando o alerta de que a efetividade da luta por um plano de cargos justo para todos vai depender do grau de mobilização da categoria.

FONTE/CRÉDITOS: Da comunicação da FUP
Comentários:
+colunistas

Publicado por:

+colunistas

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Veja também

SINTAJ Bahia
SINTAJ Bahia