A APLB-Sindicato realizou nesta terça-feira (19/08) um seminário com professores/as da rede municipal de ensino de Salvador para discutir o acordo feito com a prefeitura, que suspendeu a greve, e convocar a categoria a aumentar a pressão para que o executivo cumpra o que foi garantido. Apesar do compromisso firmado, o acordo segue parado na Câmara de Vereadores, aguardando votação. A APLB denuncia que o prefeito e secretário de Educação da capital não estão cumprindo o que foi acertado em relação ao plano de carreira e condições de trabalho dos/as educadores/as e diz que se não houver avanço, a rede pode parar novamente.
“Se o acordo não for votado com urgência faremos paralisação, se a prefeitura não cumprir. Vamos denunciar à sociedade o descaso do prefeito com os/as professores/as. Se até a próxima semana não houver resposta, vamos convocar assembleia e deliberar pela interrupção das atividades”, disse o professor Rui Oliveira, coordenador geral da APLB.
Um dos principais pontos do debate foi o calendário especial de reposição das aulas perdidas durante a greve. A proposta, construída coletivamente pela APLB junto aos educadores, já foi enviada à prefeitura, mas até o momento não houve qualquer retorno por parte da gestão municipal.
A APLB reforça que a categoria segue unida e mobilizada, pronta para defender seus direitos e garantir condições justas de trabalho e de ensino.
Na ocasião, a direção da APLB pediu um minuto de silêncio em homenagem às duas professoras e uma jovem assassinadas recentemente em uma praia de Ilhéus e reforçou a luta da entidade pelo fim da violência contra as mulheres.



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