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SEXTA-FEIRA, 16 DE OUTUBRO DE 2026
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Com INSS sucateado, fila de pedidos de benefícios passa de 1,5 milhão

Falta de investimentos, fim de concursos e inabilidade do governo prejudicam a população

Com INSS sucateado, fila de pedidos de benefícios passa de 1,5 milhão
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem 1.568.050 de pedidos de benefícios aguardando análise, segundo dados solicitados pelo Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário ao INSS e divulgados nesta sexta-feira (18), pelo Portal de notícias G1.

Do total de processos, 777.660 aguardam cumprimento de exigências como a entrega de algum documento, seja de um formulário de insalubridade ou de uma ficha de registro de empresa, para que o processo seja concluído, por exemplo. Outros 790.390 (50,4%) processos precisam de perícia médica, ou seja, dependem de atendimento presencial. 

Os números mostram que o problema não é provocado só pela pandemia do novo coronavírus (Covid 19)  e o isolamento social, como a direção do Instituto insinua nas entrevistas. É também da gestão do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), que não investe para melhorar o atendimento ao trabalhador e à trabalhadora que têm direito aos benefícios, não faz concurso para substituir servidor que se aposentou, morreu ou trocou de área, sucateando o INSS. Este ano, o governo publicou edital para suprir 7.440 vagas temporárias no Instituto, para serem  preenchidas por servidores civis aposentados e militares da reserva. No entanto, o edital mais parece um aparelhamento do órgão, já que claramente privilegia os colegas de farda do “capitão”, em detrimento dos civis que já têm experiência na área.

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Com todos esses problemas de gestão e falta de vontade política para resolver, o drama de quem precisa de perícia se prolonga porque os médicos peritos se recusam a voltar a trabalhar nas agências alegando falta de segurança e risco de contrair a Covid-19, dos médicos e dos segurados, como o sindicato dos servidores vem denunciando já algum tempo.

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Tipos de requerimentos parados

Entre as pessoas que aguardam perícia, metade (393.614) precisa fazê-la por pedido de assistência à pessoa com deficiência. Já os pedidos de auxílio-doença (369.730) representam 47% dos processos que aguardam em fila.

Os outros 3% se dividem entre solicitantes de aposentadoria por meio da Lei Complementar 142/2003 (12.805), pedidos de adicional de 25% (7.528), de isenção de Imposto de Renda (5.676) e de pensão por morte (1.037).

Segundo a presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, as perícias de auxílio por incapacidade temporária foram realizadas de maneira indireta durante a pandemia, ou seja, de maneira não presencial.

Só que esses trabalhadores recebem apenas um salário mínimo (R$ 1.045,00) por 30 dias. Se ficar incapacitado por mais tempo, precisam dar uma nova entrada no pedido do benefício.

Nos demais casos, as perícias ainda precisam ser presenciais.

FONTE/CRÉDITOS: CUT
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