A APLB-Sindicato esteve representada no XII Encontro Estadual dos Fóruns da Educação de Jovens e Adultos (EJA), realizado no dia 17 de julho no Hotel Real Cacique, na Pituba, em Salvador. A diretora de Formação da APLB, Rose Assis, pesquisadora sobre a EJA, membro do CODEJA e Comissão EJA Salvador, esteve presente à mesa do evento que reuniu representantes de diversos municípios baianos para discutir políticas e ações voltadas à EJA no estado.
O encontro teve como eixo os temas: Estado, Democracia e Educação: a luta por uma educação emancipatória para os/as trabalhadores/as. Na mesa de discussão o encontro ainda explorou temas como:1. Desafios dos Fóruns de EJA na luta pela garantia do direito;2. Panorama da Educação de Jovens e Adultos Bahia;3. Gestão Democrática das políticas públicas de EJA nos territórios; 4. Diretrizes curriculares nacionais e os desafios emancipadores do mundo do trabalho.
Na abertura do evento a representante da APLB/Sindicato, destacou a importância e o papel estratégico do EEEJA, face ao momento de implementação da Política Nacional de Jovens e Adultos, através do governo Lula, e enquanto Fórum de articulação em defesa permanente da EJA na Bahia e no Brasil.
“É lamentável constatar que em pleno século XXI, existir mais de 11 milhões de jovens e adultos em nosso país, 1.4 milhões na Bahia e 69.481 em Salvador, ainda vítimas do maior flagelo social no mundo contemporâneo, que é o analfabetismo”, afirmou ainda, a dirigente sindical e pesquisadora do tema.
A luta dos movimentos sociais, sindicais e centrais sindicais, tem cumprido importante papel tático para a estratégia de assegurar os avanços e a superação dessa realidade educacional, como um direito para os trabalhadores e as trabalhadoras desse país e tendo como ferramenta a modalidade EJA.
Temos contabilizado avanços em âmbito do governo federal, com ações concretas em relação a política nacional de EJA, bem como com o programa de alfabetização. Contudo, na contramão dessa política o município de Salvador – prefeito Bruno Reis / União Brasil – tem demostrado profundo descompromisso com a EJA.
Assim como o seu antecessor, o ex-prefeito ACM Neto – União Brasil, o prefeito Bruno Reis, vem desde 2021 fechando escolas da EJA em total de 44 até o momento, mesmo com um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) via Ministério Público, apenas duas escolas foram reabertas. O descompromisso com a educação em Salvador, incluindo a EJA, resultou em uma greve na educação, de 74 dias, que foi suspensa, mas, estado de greve mantido.
No âmbito do estado, também estamos em alerta, acompanhando a implementação da política da EJA. Além disso, seguimos acompanhando a construção do Plano Nacional de Educação, no qual precisamos garantir metas que incluam as juventudes, adultos e idosos. No caso dos jovens, com especial atenção para os que evadiram da atividade escolar fruto do evento Covid-19.
“A EJA é um direito do nosso povo e precisa ser garantida, assim a APLB continuará na luta pela implementação desse direito”, conclui Rose Assis.
APLB Sindicato em defesa da EJA!


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